quarta-feira, 17 de junho de 2009

PATO DONALD NA SEGUNDA GUERRA




A partir da década de 40 os desenhos animados se acentuam nos cinemas e alguns deles se apresentam na televisão como vemos hoje. Mas é também na década de quarenta em meio a segunda grande guerra, que eles começam a serem utilizados como esforço de guerra ou como arma ideológica, principalmente nos Estados Unidos da América, para convencer os americanos da importância de contribuir nos impostos de guerra ou para um apoio maior da nação contra os nazistas e japoneses. Ademais de criar uma relação de paz com os países latino-americanos para angariar apoio a chamada "Democracia Norte-americana".

A LINGUAGEM DA TELEVISÃO


De acordo com o livro “A televisão levada a sério” de Arlindo Machado (2000) a uma proposta de examinar a televisão de uma forma diferente daquela tradicional que parte do pressuposto de que a simples existência da televisão já é, em si, um aspecto negativo. É lançado um novo olhar sobre a televisão. A televisão não é o único responsável por toda decadência observada na cultura, ela caminha juntamente com outros meios também colaboradores da crescente banalização cultural.
A televisão é apresentada, geralmente, como um meio degradado e degradante, um reflexo da própria sociedade em que está inserida. Este tipo de argumento não tem fundamento, dado que, muitas vezes, os modelos são importados e não criados nos países de terceiro mundo. A televisão não pode se definir como um veículo bom ou mau sem considerar o uso que se faz dela; para se pensar em televisão de qualidade é preciso pensar em recepção de qualidade.
Exemplos como o de acima, mostram que a televisão não pode ser considerada um meio menor, e que não pode ser excluída dos fenômenos mais importantes da atualidade. As principais críticas dirigidas à televisão decorrem principalmente do desconhecimento da diversidade existente neste meio, muitos escrevem sobre o meio sem citar um único programa. É preciso se pensar em televisão sob uma perspectiva valorativa, e para fazer isso, não há outro caminho senão lançar mão da análise de programas. Sem esse contato com o que possui o meio, colhem-se somente frutos ruins, uma vez que os estudos mostram-se superficiais. Tanto intelectuais quanto, muitas vezes, o próprio público se recusa a perceber é que há inteligência, criatividade e espírito crítico no que é produzido pela televisão. A demanda comercial e o contexto industrial não impedem o fornecimento de um serviço de qualidade.

OS DESENHOS E AS CRIANÇAS


Essa influência dos desenhos e de diversos programas de televisão nas crianças acarreta problemas que podem ser vistos a longo prazo.
Mas tem quem discorde dessa influência duradoura. A opinião da equipe do Laboratório de Pesquisa sobre Infância, Imaginário e Comunicação (Lapic) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP – que tem como principal objeto de estudo a televisão – é unânime: a TV não possui esse poder de influência a longo prazo.
A psicóloga e coordenadora do Lapic, professora Elza Dias Pacheco, é adapta a mesma opinião, relata que a criança faz a distinção entre o real e a ficção antes até dos 6 anos e que a influência no comportamento poderia ser, no máximo, momentânea. “Hoje em dia não é possível fazer pesquisas desse tipo”, diz ela. “A sociedade multicultural e globalizada se transforma rapidamente” (FISCHER, 2002, p.151 – 162)
O Lapic (Laboratório de Pesquisas e Infância, Imaginário e Comunicação), encara a televisão como um meio de influência sobre a criança, tanto quanto vários outros instrumentos que ela utiliza para a construção e a compreensão da realidade. “Na TV, as crianças têm uma série de estímulos e ela poderá se tornar algo positivo se houver um diálogo, uma mediação vinda dos adultos próximos, dos pais, da escola” (VIANA, 2007, p.12).
O problema é que muitos pais, em razão do trabalho e dos novos papéis desempenhados na sociedade contemporânea, têm dificuldade de controlar o que os filhos assistem. Tais questões devem ser revistas, pois os pais que acompanham seus filhos têm mais condições de questionar a influência da televisão sobre as crianças e de se aproximarem do universo em que vivem.
Mas não só a família deve ser o local onde os significados da televisão podem ser contrapostos a escola também precisa estar engajada nesse “trabalho” educativo. A escola é um lugar onde a TV deveria ser profundamente compreendida (GIRARDELLO, 2005).

“Há uma dimensão educativa nos desenhos animados, principalmente se considerarmos o aspecto ativo dos valores que podem ser construídos quando a criança interage com eles. Isto, por outro lado, não pode se confundir com um tipo de pedagogia diretiva, onde o desenho animado traz valores e modelos determinados que serão copiados pela criança, no sentido de afetar e modelar sua conduta” (SALGADO, 2005, p. 8).



Podemos concluir que o desenho animado pode ser usado como ferramenta para imposição de ideologias e criação de esteriótipos de uma determinada cultura. A análise critica destas obras é de grande importância, se tomarmos como exemplo as largas produções atualmente em exibições em nossas televisões, assistidas todos os dias .

ESTADO DA QUESTÃO

A IDEOLOGIA DOS DESENHOS ANIMADOS

O mundo vem sofrendo diversas modificações em função da tecnologia que com suas ramificações assume um papel decisivo na fundamentação da sociedade nos dias de hoje, uma dessas ramificações é a televisão. A TV, como meio de comunicação social, tem uma importante participação na formação das pessoas e no desenvolvimento do sujeito contemporâneo. Assim podemos dizer que a TV tem uma participação fundamental nos processos de produção de modos de pensar, de ser e de conhecer o mundo.
O Desenho Animado surgiu aos olhos das pessoas como mágica, impressionando todos que tiveram um primeiro contato, fosse através dos chamados brinquedos ópticos ou com o surgimento do cinema, nas telas. Hoje equivocadamente muitas pessoas acham que o Desenho Animado é coisa de criança. De fato também é, mas as primeiras animações eram direcionadas ao público adulto.
A partir da década de 40 os desenhos animados se acentuam nos cinemas e alguns deles se apresentam na televisão como vemos hoje. Mas é também na década de quarenta em meio a segunda grande guerra, que eles começam a serem utilizados como esforço de guerra ou como arma ideológica, principalmente nos Estados Unidos da América, para convencer os americanos da importância de contribuir nos impostos de guerra ou para um apoio maior da nação contra os nazistas e japoneses. Ademais de criar uma relação de paz com os países latino-americanos para angariar apoio à chamada "Democracia Norte-americana".
De acordo com a professora Carla Cristina Nunes (2007), a ideologia dos desenhos se aloja e fica oculta sem ser percebida e exerce grande influência, incutindo conceitos massificados no inconsciente, contribuindo para a padronização do comportamento da sociedade. Essa programação televisiva funciona como um reforço diário da ideologia, do princípio de valorização das aparências e da promoção de símbolos de status (suporte para a venda de produtos, valores e desejos ancorados na cultura de quem os consomem).

Desenhos pesquisados




A Pesquisa será desenvolvida através de leituras bibliográficas, análises dos possíveis desenhos animados: “Naruto” (Japão), “Turma da Mônica” (Brasil), “Chaves em Desenho”(México e Argentina), “Os Simpsons” (EUA) e o Pato Donald(EUA).Conhecimento da cultura dos países escolhidos, entrevistas com estudiosos, consulta a arquivos de áudio e vídeo, a fim de comprovar o objetivo geral da pesquisa.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

CULTURA E DESENHOS

Estou postando um vídeo que mostra claramente como alguns países usam dos desenhos para
mostrar sua culturas,seja na forma de protesto ou de valorização do país.
O vídeo abaixo Faz Uma Relação Entre Um Desenho Animado Japonês Dos Anos 30, Que Mostra O Mickey Mouse Bombardeando Uma Ilha, Com Um A Invasão Real Do Japão Por Tropas Dos Estados Unidos.

OBJETIVOS DA MONOGRAFIA

2.1-OBJETIVO GERAL

Esse projeto tem como objetivo geral pesquisar os modos como os desenhos animados representam aspectos culturais de uma dada sociedade.

2.2-OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Pesquisar a influência dos desenhos de acordo com o contexto histórico de cada país estudado.
• Resgatar desenhos antigos.
• Comparar desenhos animados de diferentes países e as mensagens transmitidas por eles.