quarta-feira, 17 de junho de 2009

NARUTO


Os heróis japoneses estão cada vez mais presentes no cotidiano brasileiro, influenciando o público infanto-juvenil e pré-adolescente. O animê ganhou força na década de 60 através de Osamu Tezuka. Os personagens são orientais, mas a narrativa é construída a partir da cultura pop.
Naruto , Naruto é uma série de mangá criada por Masashi Kishimoto e serializada na revista semanal Shonen Jump desde 1999. Recebeu uma adaptação para anime em 2002 produzida pelo Studio Pierrot e exibida pela TV Tokyo, seguida de Naruto: Shippuuden em Fevereiro de 2007, correspondente à segunda parte do mangá. No Brasil, a série começou a ser exibida em 1 de Janeiro de 2007 no canal pago Cartoon Network, em uma edição feita pela licenciadora norte-americana VIZ Media. Na TV aberta, a série passou a ser exibida pelo SBT - em uma terceira edição - em 3 de Julho de 2007.. O mangá é publicado pela Panini Comics,a série se passa em um mundo fictício, inspirado em um Japão feudal com influências tecnológicas. Nesse mundo, Ninjas são retratados de forma "mística", com capacidades sobrenaturais. A história foca-se em Uzumaki Naruto, um menino órfão de doze anos que, ao nascer, tem o Kyuubi no Yoko (Raposa Demônio de Nove Caudas) aprisionado em seu corpo, como forma de proteger a vila de Konoha da destruição.Discriminado e confundido como o "próprio demônio" pelas pessoas da vila, Naruto viveu toda sua vida solitariamente.


Seu sonho é tornar-se o maior ninja da Vila, garantido o título de "Hokage". Ingressando-se na Academia Ninja, ele acaba criando vínculos com Sasuke e Sakura - seus colegas de equipe - e Kakashi, o tutor.
Através desse desenho, pode-se notar que o Japão está reestruturando uma série de plataformas internas, dentre elas o sistema educacional voltado para uma formação mais individualista e humanista, afastando-se ligeiramente dos valores tecnicistas, essas visões intimistas da animação têm sido mais valorizadas do que nunca. Os animês, agora um 'produto de exportação' japonês se tornaram um rápido veículo de divulgação da cultura japonesa, causando modismo em razão da influência ocidental. Tal situação pode desconstruir a ideologia da filosofia oriental fundamentada nos mangas, que é a transmissão da paz interior através dos desenhos surgidos entre os séculos VI e VII através dos mangás.[1]

[1] NARUTO.Disponível em:
Acessado em 9 de outubro de 2008

TURMA DA MÔNICA


A Turma da Mônica compreende um grupo de personagens de história em quadrinhos criado por Mauricio de Sousa. É o maior dos grupos (chamados de "turmas") de personagens criadas pelo cartunista, possuindo ainda uma série de minigrupos, nos quais as personagens passam por várias peripécias cotidianas. O termo pode se referir também a todas as personagens já criadas por Mauricio, mas que, a rigor, não fazem parte da "Turma da Mônica", tais como as personagens da Turma da Mata ou da Turma do Penadinho.[1]





[1] TURMA DA MÔNICA.Disponível em:
<
http://pt.wikipedia.org/wiki/Turma_da_monica%3e%20Acessado em 9 de outubro de 2008.

PATO DONALD NA SEGUNDA GUERRA




A partir da década de 40 os desenhos animados se acentuam nos cinemas e alguns deles se apresentam na televisão como vemos hoje. Mas é também na década de quarenta em meio a segunda grande guerra, que eles começam a serem utilizados como esforço de guerra ou como arma ideológica, principalmente nos Estados Unidos da América, para convencer os americanos da importância de contribuir nos impostos de guerra ou para um apoio maior da nação contra os nazistas e japoneses. Ademais de criar uma relação de paz com os países latino-americanos para angariar apoio a chamada "Democracia Norte-americana".

A LINGUAGEM DA TELEVISÃO


De acordo com o livro “A televisão levada a sério” de Arlindo Machado (2000) a uma proposta de examinar a televisão de uma forma diferente daquela tradicional que parte do pressuposto de que a simples existência da televisão já é, em si, um aspecto negativo. É lançado um novo olhar sobre a televisão. A televisão não é o único responsável por toda decadência observada na cultura, ela caminha juntamente com outros meios também colaboradores da crescente banalização cultural.
A televisão é apresentada, geralmente, como um meio degradado e degradante, um reflexo da própria sociedade em que está inserida. Este tipo de argumento não tem fundamento, dado que, muitas vezes, os modelos são importados e não criados nos países de terceiro mundo. A televisão não pode se definir como um veículo bom ou mau sem considerar o uso que se faz dela; para se pensar em televisão de qualidade é preciso pensar em recepção de qualidade.
Exemplos como o de acima, mostram que a televisão não pode ser considerada um meio menor, e que não pode ser excluída dos fenômenos mais importantes da atualidade. As principais críticas dirigidas à televisão decorrem principalmente do desconhecimento da diversidade existente neste meio, muitos escrevem sobre o meio sem citar um único programa. É preciso se pensar em televisão sob uma perspectiva valorativa, e para fazer isso, não há outro caminho senão lançar mão da análise de programas. Sem esse contato com o que possui o meio, colhem-se somente frutos ruins, uma vez que os estudos mostram-se superficiais. Tanto intelectuais quanto, muitas vezes, o próprio público se recusa a perceber é que há inteligência, criatividade e espírito crítico no que é produzido pela televisão. A demanda comercial e o contexto industrial não impedem o fornecimento de um serviço de qualidade.

OS DESENHOS E AS CRIANÇAS


Essa influência dos desenhos e de diversos programas de televisão nas crianças acarreta problemas que podem ser vistos a longo prazo.
Mas tem quem discorde dessa influência duradoura. A opinião da equipe do Laboratório de Pesquisa sobre Infância, Imaginário e Comunicação (Lapic) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP – que tem como principal objeto de estudo a televisão – é unânime: a TV não possui esse poder de influência a longo prazo.
A psicóloga e coordenadora do Lapic, professora Elza Dias Pacheco, é adapta a mesma opinião, relata que a criança faz a distinção entre o real e a ficção antes até dos 6 anos e que a influência no comportamento poderia ser, no máximo, momentânea. “Hoje em dia não é possível fazer pesquisas desse tipo”, diz ela. “A sociedade multicultural e globalizada se transforma rapidamente” (FISCHER, 2002, p.151 – 162)
O Lapic (Laboratório de Pesquisas e Infância, Imaginário e Comunicação), encara a televisão como um meio de influência sobre a criança, tanto quanto vários outros instrumentos que ela utiliza para a construção e a compreensão da realidade. “Na TV, as crianças têm uma série de estímulos e ela poderá se tornar algo positivo se houver um diálogo, uma mediação vinda dos adultos próximos, dos pais, da escola” (VIANA, 2007, p.12).
O problema é que muitos pais, em razão do trabalho e dos novos papéis desempenhados na sociedade contemporânea, têm dificuldade de controlar o que os filhos assistem. Tais questões devem ser revistas, pois os pais que acompanham seus filhos têm mais condições de questionar a influência da televisão sobre as crianças e de se aproximarem do universo em que vivem.
Mas não só a família deve ser o local onde os significados da televisão podem ser contrapostos a escola também precisa estar engajada nesse “trabalho” educativo. A escola é um lugar onde a TV deveria ser profundamente compreendida (GIRARDELLO, 2005).

“Há uma dimensão educativa nos desenhos animados, principalmente se considerarmos o aspecto ativo dos valores que podem ser construídos quando a criança interage com eles. Isto, por outro lado, não pode se confundir com um tipo de pedagogia diretiva, onde o desenho animado traz valores e modelos determinados que serão copiados pela criança, no sentido de afetar e modelar sua conduta” (SALGADO, 2005, p. 8).



Podemos concluir que o desenho animado pode ser usado como ferramenta para imposição de ideologias e criação de esteriótipos de uma determinada cultura. A análise critica destas obras é de grande importância, se tomarmos como exemplo as largas produções atualmente em exibições em nossas televisões, assistidas todos os dias .

ESTADO DA QUESTÃO

A IDEOLOGIA DOS DESENHOS ANIMADOS

O mundo vem sofrendo diversas modificações em função da tecnologia que com suas ramificações assume um papel decisivo na fundamentação da sociedade nos dias de hoje, uma dessas ramificações é a televisão. A TV, como meio de comunicação social, tem uma importante participação na formação das pessoas e no desenvolvimento do sujeito contemporâneo. Assim podemos dizer que a TV tem uma participação fundamental nos processos de produção de modos de pensar, de ser e de conhecer o mundo.
O Desenho Animado surgiu aos olhos das pessoas como mágica, impressionando todos que tiveram um primeiro contato, fosse através dos chamados brinquedos ópticos ou com o surgimento do cinema, nas telas. Hoje equivocadamente muitas pessoas acham que o Desenho Animado é coisa de criança. De fato também é, mas as primeiras animações eram direcionadas ao público adulto.
A partir da década de 40 os desenhos animados se acentuam nos cinemas e alguns deles se apresentam na televisão como vemos hoje. Mas é também na década de quarenta em meio a segunda grande guerra, que eles começam a serem utilizados como esforço de guerra ou como arma ideológica, principalmente nos Estados Unidos da América, para convencer os americanos da importância de contribuir nos impostos de guerra ou para um apoio maior da nação contra os nazistas e japoneses. Ademais de criar uma relação de paz com os países latino-americanos para angariar apoio à chamada "Democracia Norte-americana".
De acordo com a professora Carla Cristina Nunes (2007), a ideologia dos desenhos se aloja e fica oculta sem ser percebida e exerce grande influência, incutindo conceitos massificados no inconsciente, contribuindo para a padronização do comportamento da sociedade. Essa programação televisiva funciona como um reforço diário da ideologia, do princípio de valorização das aparências e da promoção de símbolos de status (suporte para a venda de produtos, valores e desejos ancorados na cultura de quem os consomem).

Desenhos pesquisados




A Pesquisa será desenvolvida através de leituras bibliográficas, análises dos possíveis desenhos animados: “Naruto” (Japão), “Turma da Mônica” (Brasil), “Chaves em Desenho”(México e Argentina), “Os Simpsons” (EUA) e o Pato Donald(EUA).Conhecimento da cultura dos países escolhidos, entrevistas com estudiosos, consulta a arquivos de áudio e vídeo, a fim de comprovar o objetivo geral da pesquisa.